MAÇONARIA

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MAÇONARIA

 

Maçonaria, forma reduzida e usual de franco-maçonaria, é uma irmandade filosófica, filantrópica, iniciática, progressista e discreta. De caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismo (pessoas de todas as classes sociais como iguais.), o humanismo, os princípios da liberdade, igualdade, fraternidade, democracia e aperfeiçoamento intelectual. Seu adjetivo é maçônico ou maçônica.

 

A maçonaria é, portanto, uma sociedade fraternal, que admite todos os homens livres e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. Suas principais exigências são que o candidato acredite em um princípio criador, tenha boa índole, respeite a família, possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição, aniquilando seus vícios e trabalhando para a constante evolução de suas virtudes.

 

Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, designadas por oficinas, ateliers ou lojas.

Existem no mundo aproximadamente 6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes: 2 milhões nos estados unidos; 238 mil na Inglaterra; 211 mil no brasil (dados de 2011) e os demais no resto do mundo.

 

 

História da Maçonaria

 

O termo maçom ou mação provém do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer pedreiro, construtor. O termo "maçonaria" provém do francês franc-maçonnerie, que significa, de franc-maçon, tradução de "free mason".

 

Estudiosos e pesquisadores costumam dividir a origem da maçonaria em três fases distintas.

 

  • Maçonaria Primitiva
  • Maçonaria Operativa
  • Maçonaria Especulativa

 

 

Maçonaria Primitiva

 

A Maçonaria Primitiva, ou "Pré-Maçonaria", é o período que abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da Maçonaria Operativa. Há quem busque nas primeiras civilizações a origem iniciática.

 

Outras buscam no ocultismo, na magia e nas crendices primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário. Tantas são as controvérsias, que surgiram variadas correntes dentro da maçonaria. A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores, é que a Maçonaria contemporânea descende dos antigos construtores de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média.

 

É evidente que a falta de documentos e registros dignos de crédito, envolve a maçonaria numa penumbra histórica, o que faz com que os fantasistas, talvez pensando em engrandecê-la, inventem as histórias sobre os primórdios de sua existência. Há vertentes afirmando que ela teve início na Mesopotâmia, outras confundem os movimentos religiosos do Egito e dos Caldeus como sendo trabalhos maçônicos. Há escritores que afirmam ser o Templo de Salomão o berço da Maçonaria.

 

O que existe de verdade é que a Maçonaria adota princípios e conteúdos filosóficos milenares, que foram adotados por instituições como as "Guildas" (na Inglaterra), Compagnonnage (na França), Steinmetzen (na Alemanha). O que a Maçonaria fez foi adotar todos aqueles princípios que eram abraçados por instituições que existiram muito antes da formação de núcleos de trabalho que passaram à história como o nome de Maçonaria Operativa ou de Ofício.

 

 

Maçonaria Operativa

A origem perde-se na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas, ou seja, associação de cortadores de pedras verdadeiros, que tinha como ofício a arte de construção de castelos, muralhas etc.

 

Após o declínio do Império Romano, os nobres romanos afastaram-se das antigas cidades e levaram consigo camponeses para proteção mútua para se proteger dos bárbaros. Dando início ao sistema de produção baseado na contratação servil Nobre-Povo (Feudalismo).

 

Ao se fixar em novas terras, os nobres necessitavam de castelos para sua habitação e fortificações para proteger o feudo. Como a arte de construção não era nobre, deveria advir do povo e como as atividades agropecuária e de construção não guardavam nenhuma relação, uma nova classe surgiu: Os construtores, herdeiros das técnicas romanas e gregas de construção civil.

 

Outras companhias se formaram: artesão, ferreiro, marceneiros, tecelões, enfim, toda a necessidade do feudo era lá produzida. A maioria das guildas limitava-se, no entanto, às fronteiras do feudo.

 

Já as guildas dos pedreiros necessitavam mover-se para a construção das estradas e das novas fortificações dos Templários. Os demais membros do povo não tinham o direito de ir e vir, direito este que hoje temos e nos é tão cabal. Os segredos da construção eram guardados com incomensurável zelo, visto que, se caíssem em domínio público as regalias concedidas à categoria, cessariam. Também não havia interesse em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a atividade agropecuária dos vassalos.

 

A Igreja Católica Apostólica Romana encontra neste sistema o ambiente ideal para seu progresso. Torna-se uma importante, talvez a maior, proprietária feudal, por meio da proliferação dos mosteiros, que reproduzem a sua estrutura. No interior dos feudos, a igreja detém o poder político, econômico, cultural e científico da época.

 

 

Maçonaria Especulativa

Em 24 de junho de 1717 na Inglaterra é que tem verdadeiramente origem a Maçonaria, também denominada como "Maçonaria Especulativa", por iniciativa dos pastores protestantes ingleses James Anderson e J. T. Desaguliers, que corresponde ao movimento iniciático tal e qual o conhecemos hoje em dia, e que é uma consequência do iluminismo, e um projetar daquilo que viria a ser mais tarde, a Revolução Industrial do século XIX, e a Revolução Francesa, juntamente com ordens como os iluminados da Bavária e outras, ordens similares. Corresponde à segunda fase, que utiliza os moldes de organização dos maçons operativos juntamente com ingredientes fundamentais do supra referido pensamento iluminista, (mais tarde o nacionalismo segundo a escola alemã de filósofos como Kant, etc.), posterior ruptura da Igreja Romana apesar da ainda existente divisão da Igreja Católica, em relação à aceitação e à coexistência com a franco-maçonaria, que durante muito tempo era vista por esta como algo que poderia questionar a soberania da mesma e consequentemente a soberania do estado Vaticano e consequentemente do império Romano, com ela e a reconstrução física da cidade de Londres, berço da maçonaria regular. A Franco-Maçonaria esteve também envolvida no processo de colonização e descolonização dos EUA, do Brasil, e de outros países da América Latina.

 

Com o passar do tempo as construções tornavam-se mais raras. O feudalismo declinou dando lugar ao mercantilismo, com consequente enfraquecimento da igreja romana, havendo uma ruptura da unidade cristã advinda da reforma protestante.

 

Superada a tragédia da peste negra que dizimou a população europeia, teve início o Iluminismo no século XVIII, que defendia e tinha como princípio a razão, ou seja, o modo de pensar, de ter "luz".

 

A Inglaterra surge como o berço da Maçonaria Especulativa regular durante a reconstrução da cidade após um incêndio de grandes proporções em sua capital Londres em setembro de 1666 que contou com muitos pedreiros para reconstruir a cidade nos moldes medievais.

 

Para se manter, foram aceitas outras classes de artífices e essas pessoas formaram paulatinamente agremiações que mantinham os costumes dos pedreiros nas suas reuniões, o que diz respeito ao reconhecimento dos seus membros por intermédio dos sinais característicos da agremiação.

 

Essas associações sobreviveram ao tempo. Os segredos das construções não eram mais guardados a sete chaves, eram estudados publicamente. Todavia o método de associação era interessante, o método de reconhecimento da maçonaria operativa era muito útil para o modelo que surgiu posteriormente. Em vez de erguer edifícios físicos, catedrais ou estradas, o objetivo era outro: erguer o "edifício social ideal".

 

 

 

 A HUMIDADE AINDA É A PARTE MAIS BELA DA SABEDORIA   ]

[     Professor Galvão     ]